Resolvi escrever sobre gueixas, por que a muito tempo adquiri um certo fascínio por elas, poucos sabem a complexidade de seu mundo tão cheio de mistérios, e é isso que vim mostrar-lhes.
É quase impossível deixar de associar a imagem das gueixas, com aquelas mulheres maquiadas de branco e vestidas em trajes típicos, do o Japão. A palavra “gueixa” significa “pessoa que vive das artes”. Essas mulheres estudam a tradição milenar japonesa e utilizam elementos artísticos para entreter seus convidados.
Para isso, recitam versos, tocam instrumentos musicais, contam histórias, conversam sobre diversos temas, etc. É muito comum, até mesmo dentro do próprio Japão, que as gueixas sejam confundidas com prostitutas de luxo, o que não é verdade. O trabalho dessas mulheres não compreende o sexo, uma vez que as mesmas são artistas.
A maior parte dos clientes de uma gueixa são homens mais velhos e que possuem grande admiração pela cultura japonesa. As gueixas transmitem a idéia de uma mulher perfeita, fazendo com que seus clientes se sintam valorizados e atraentes. Entretanto, ser cliente de uma dessas artistas é um privilégio apenas para indivíduos da elite: grandes empresários, políticos, famosos, etc.
As gueixas usam quimono todos os dias como algo natural – e são o único grupo a fazê-lo, como a prerrogativa de uma mulher elegante junto à cidade.
O quimono de uma gueixa constitui uma parte essencial de sua arte, tão importante quanto o seu canto, a sua dança ou a sua habilidade com instrumentos musicais.
A cor e o tecido dos quimonos são definidos conforme a estação do ano, bem como os motivos, como pássaros, flores e insetos carregados de significados.
Na primavera, Têm um revestimento de carmesim intenso, revelado nas mangas e na parte de trás da gola.
Um quimono de mangas compridas ou com cauda, pode gastar 24 metros de tecido de dupla largura, geralmente é de seda, mas em casa, mais informal, é de algodão.
As gueixas não usam roupas íntimas, pois os quimonos são bem apertados e qualquer marquinha pode afetar sua elegância.
A primeira peça a vestir é o “kashimaki”, a que fica em contato com a pele.
Depois uma camisa de mangas curtas amarrada bem apertada na cintura, seguida de uma outra peça, coordenada com o quimono, que pode ser vista quando a gueixa ergue a bainha para dançar. O colarinho dessa peça deve aparecer.
- Vermelho para as maiko (aprendizes);
- Branco para as gueixas.
Depois vem o quimono. E por último o “obi”, uma faixa grossa e larga que completa o traje e reflete a posição social de quem o usa, identificado por grande variedade de larguras e nós.
esposas mais tradicionais, o amarram abaixo dos seios.
- As aprendizes, ainda virgens, o amarram bem acima para aparentar que não possuem seios.
- As gueixas, numa altura relativamente baixa, para revelar o volume dos seios.
O estilo dos calçados, tamancos usados com meias de algodão branco. O dedão da meia é separado de modo a permitir que as sandálias ou tamancos possam ser usados sem dificuldades. Elas costuma ser feitas sob medida para as suas donas. São desenhadas de modo a sempre conservar o formato, tanto no pé ou fora dele.
As aprendizes usam maquiagem branca no rosto, pescoço e atrás da nuca até abaixo, nas costas, formando um desenho de três tiras sem pintura que são consideradas símbolos da maior sensualidade.
Por isso, a gola tão afastada do pescoço.
Para finalizar, o penteado, tão complicado que, hoje a maioria recorre às perucas.
Resumindo: é feito um coque bem no alto da cabeça com uma fenda onde é colocada um tira de tecido de seda, símbolo de grande atração.
São também colocados os “kanzash”, prendedores de cabelos (aqueles pauzinhos) com corres e decoração de acordo com o mês e, que servem como meio de defesa, caso seja necessário.
Devemos acrescentar também as sombrinhas e os leques.
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